Vacinas no envelhecimento saudável: prevenção essencial na minha rotina como geriatra em Florianópolis
- Isadora Zaniboni
- 30 de jan.
- 4 min de leitura
Quando falamos em envelhecimento saudável, muita gente pensa logo em alimentação, exercícios e sono. Tudo isso é fundamental. Mas, na minha rotina como geriatra em Florianópolis, vejo diariamente que um dos pilares mais importantes da prevenção ainda é pouco valorizado: as vacinas.
No consultório, é muito comum ouvir que vacina serve apenas para evitar uma doença específica. Hoje, a geriatria mostra que vai muito além disso. A vacinação ajuda a reduzir internações, preservar autonomia, diminuir riscos cardiovasculares e pode até contribuir para a proteção da saúde cerebral.
Por isso, sempre explico aos meus pacientes: cuidar do envelhecimento saudável também passa, necessariamente, pela prevenção por meio das vacinas.
A prevenção em geriatria no dia a dia do consultório
Na minha prática como geriatra em Florianópolis, vejo com frequência o chamado “efeito dominó”: uma infecção leva à internação, a internação leva à perda de força e mobilidade, e isso acaba impactando diretamente a independência.
A geriatria moderna trabalha justamente para evitar esse ciclo.
Por isso, além de acompanhar doenças crônicas, estimular atividade física e cuidar da saúde emocional, faço questão de revisar regularmente o calendário vacinal dos meus pacientes. Cada infecção evitada é uma chance a mais de manter qualidade de vida.
Essa é a essência da prevenção no envelhecimento saudável.
Herpes zoster: prevenção da dor crônica e proteção do coração e do cérebro
O herpes zoster acontece quando o vírus da catapora se reativa no organismo, algo mais comum com o avanço da idade. Ele costuma causar lesões dolorosas na pele, mas suas consequências podem ir muito além disso.
Na minha rotina como geriatra, acompanho pacientes que ficam meses — às vezes anos — com dor persistente após o zoster, o que afeta sono, humor e autonomia. Além disso, estudos mostram aumento do risco de infarto e AVC após a infecção, e há pesquisas sugerindo associação com declínio cognitivo e demências como o Alzheimer.
Por isso, a vacina contra herpes zoster é uma ferramenta muito importante de prevenção.
Em geral, ela é indicada a partir dos 50 anos, podendo variar conforme cada caso. São duas doses e a proteção é bastante eficaz. Aqui em Florianópolis, já faz parte do cuidado preventivo de muitos dos meus pacientes.
VSR: um vírus respiratório que também preocupa no envelhecimento
O vírus sincicial respiratório (VSR) é conhecido por afetar bebês, mas em adultos mais velhos pode causar pneumonias, piora de doenças cardíacas e pulmonares e até necessidade de internação.
Recentemente, passamos a contar com vacinas específicas para pessoas acima dos 60 anos, o que trouxe um avanço importante na prevenção em geriatria.
Na minha prática como geriatra em Florianópolis, costumo indicar essa vacina principalmente para quem tem doenças crônicas, fragilidade ou histórico de problemas respiratórios, sempre de forma individualizada.
Influenza: por que insisto tanto na vacina da gripe todos os anos
A gripe, no idoso, não é apenas um mal-estar passageiro. Ela pode descompensar doenças pré-existentes, aumentar o risco de infarto e AVC, favorecer quedas e acelerar a perda funcional.
Por isso, reforço todos os anos com meus pacientes a importância da vacina contra influenza.
Existem diferentes formulações, incluindo versões mais completas para idosos, que geram melhor resposta imunológica. Durante a consulta, avalio qual opção faz mais sentido para cada pessoa.
Essa é uma das medidas mais simples e eficazes de prevenção no envelhecimento saudável.

Vacinas pneumocócicas: proteção contra pneumonias e infecções graves
O pneumococo é uma bactéria capaz de causar pneumonia, meningite e infecção generalizada. Em pessoas idosas, essas infecções costumam ser mais graves.
Hoje temos diferentes vacinas pneumocócicas:
Vacinas conjugadas (13, 15 ou 20 valente), com resposta imunológica mais duradoura
Vacina polissacarídica 23-valente, que amplia a cobertura contra mais tipos da bactéria
Na minha rotina como geriatra em Florianópolis, muitas vezes utilizo uma combinação dessas vacinas, de acordo com idade, histórico vacinal e condições clínicas. O esquema ideal sempre deve ser individualizado.
Vacinar é preservar autonomia
Quando falamos em envelhecimento saudável, não estamos falando apenas em viver mais, mas em viver melhor.
A vacinação ajuda a preservar:
Mobilidade
Independência
Função cognitiva
Energia para o dia a dia
Por isso, o planejamento vacinal faz parte do acompanhamento regular que realizo como geriatra em Florianópolis.
Quem deve procurar o geriatra para revisar as vacinas?
Recomendo uma revisão do calendário vacinal especialmente para:
Pessoas a partir dos 50 ou 60 anos
Quem tem doenças crônicas, como diabetes, problemas cardíacos ou pulmonares
Pessoas com imunidade mais baixa
Quem deseja investir em prevenção e envelhecimento saudável
Durante a consulta, avalio as vacinas já realizadas, as que estão pendentes e monto um plano preventivo completo, respeitando o momento de vida de cada paciente.
Vacinas não são apenas proteção contra infecções. Elas fazem parte de uma abordagem moderna de prevenção em geriatria, ajudando a reduzir riscos cardiovasculares, preservar a cognição, evitar hospitalizações e manter qualidade de vida.
Na minha experiência como geriatra em Florianópolis, cuidar do envelhecimento é agir antes da doença aparecer.
Se você busca envelhecimento saudável, converse com seu geriatra sobre sua carteira de vacinas. A prevenção de hoje constrói a sua qualidade de vida de amanhã.




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